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quinta-feira, 10 de março de 2011

Nada a ver com tudo: "fechado pra balanço"...

Pegando o gancho do post de ontem, anteontem, sei lá... É engraçado como podemos perceber uma "auto-sabotagem" (mudou a gramática, ainda tem hífen? Preciso rever essa regra...) quando passamos por momentos difíceis...
Procure se lembrar de algum amigo seu que tenha passado por uma situação difícil recentemente.
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Lembrou da cena?  Então, vamos lá!
Provavelmente, a primeira reação dele foi a tristeza pela perda. Ficou triste, cabisbaixo, praticamente depresivo... Choro a toda hora pelo abandono do amor, pela perda do emprego, pela safadeza do "amigo", ou pela situação desfavorável da vez... Totalmente normal...
Depois, deve ter vindo uma energia "sobrenatural", do nada, mas voltada pra uma espécie de maldade acerca da experiência pregressa... Como esse amor era doentio, fazia mal, como o trabalho estressava, pagava mal, como o amigo era um grande "filaduma...", como o antes não era tão legal assim, sendo do jeito que era. Também, normal...
Não vou ficar discorrendo acerca dos estágios do luto pois, para todos, as reações observadas seriam as mesmas do sujeito lembrado... Ou seja, o "normal" viria depois de cada apresentação de cada estágio em questão... O problema é o tempo em que se fica em cada estágio... Se for um tempo muito longo, entramos na "cristalização" da reação como um padrão de comportamento. A partir daí, f#d3u...
Imagina agora, aquela "pessoa-Hardy", que fica no famoso "Ó, dia, ó azar..." a vida inteira... Está cristalizado na tristeza da perda... Tudo na vida perde o brilho por conta disso... Toda iniciativa está fadada ao fracasso... Então, porque tentar? Chato isso, não?
No outro caso, a chatice reside no fato de termos uma pessoa "do contra"... É aquele cara que reclama de Coca-cola, mas bebe litros de Fanta... Aquele cara que fala mal dos carros da Ford (por causa dos R$ 3.000,00...), mas se recusa a andar até a padaria da esquina - vai de Eco Sport mesmo, porque andar cansa... E, só o carro dele presta... Aquele cara que muda todos os seus hábitos e da sua familia, por causa de um namoro que não deu certo... Enfim, nada serve, nada presta, ninguém presta, e todas as empresas são exploradoras de crianças órfas da Indonésia... Chato pra c@r@lh#!!!
Mas, porque fiquei até agora falando disso? Porque temos a obrigação moral de não nos acomodarmos nessa "situação de crise". Falo "nos", porque acredito que quem lê este blog e continua buscando as atualizações tem um certo senso crítico, responsabilidade e ogeriza ao "lugar comum"... Ou então, é masoquista mesmo e gosta de tomar tapa na cara de graça... Temos que nos manter abertos às oportunidades que esse ar renovado nos traz... Novos cheiros, novas sensações, novos incômodos, por que não (descobri agora que preciso rever na gramática o uso dos porquês...)? Afinal, quando a cúpula da "zona de conforto" se rompe, uma miríade de estímulos e sensações volta a nos rodear... E, com ela, novas experiências e aprendizados. Não te falo que será sempre bom, mas sou do partido de que conhecimento não ocupa espaço, e é a única coisa que levamos dessa vida...
No meu caso, falo que passei por tudo isso: perdi um emprego que amava, apesar de tudo; me sentia extremamente solitário e triste... Mas estava levando tudo numa boa, dentro da minha "zoninha de conforto"... Quando, menos esperava, me apareceu uma pessoa maravilhosa, que me completou de uma forma inédita. Que tem muitos pensamentos muito parecidos com o meu, idéias muito parecidas com as minhas e, principalmente, sonhos muito alinhados com os meus... Imagine agora, se eu estivesse "fechado pra balanço": não estaria receptivo e essa pessoa maravilhosa ia passar batido. Eu, provavelmente ainda estaria amargurado por me sentir sozinho, ou entrando e saindo de relacionamentos vazios, com pessoas vazias. Pouco após eu permitir e me permitir ter esta pessoinha fantática na minha vida, houve a minha saída da empresa onde trabalhava... Seria mais uma razão pra praguejar e mandar tudo às favas... Mas, ainda bem que tenho um jeito de pensar diferente e, a chateação do momento ficou no momento... Se coloque no meu lugar um pouco: entenda-se como um profissional experiente, reconhecido, capacitado, que está se recolocando no mercado. De que vale ficar se lamuriando e perdendo tempo, se isso nao vai resolver sua situação? O que resolve é, mesmo chateado, você meter a cara no mercado e falar bem alto: "estou aberto para estudar propostas...". Se você não falar, ninguém vai saber, não é verdade?
Nesse ponto da história, essa pessoa mais que especial foi um outro ponto importante, que me ensinou muito sobre tolerância e compreensão. Sabemos que o começo de um relacionamento não é uma coisa fácil. O "conhecer o outro" sempre traz algumas surpresas de que não gostamos muito. Mas, imagine essa fase junto com o reerguimento de uma posição de vida. Confesso que quase espanei e mandei tudo aos quintos dos infernos, planejando me mudar pro Acre e viver da terra... Mas, os sonhos que me foram lembrados por esta pessoa sensacional, essa companheira a quem testou tendo o prazer de ter a companhia e conhecimento, me deram novas perspectivas, me abriram os olhos para novos horizontes. E, nos momentos onde estamos "sem chão", isso é o mais importante de se ter em mente. Dessa forma, não entramos em desespero.
Emfim, tudo isso que você leu tem nada a ver com tudo... Você aproveita o que achar útil e descarta o que acha que deve descartar...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Nada a ver com tudo: verdade ou consequência

Bom, cá estou eu, na casa de uma amiga, com vários amigos juntos, e eu, aqui, singelamente, postando no blogspot... Isso é uma verdade...
O fato de eu, possivelmente, estar cansado e com problemas de concentração, são uma consequência... Na vida, a maioria das coisas são assim...

Duvida? Vamos lá então...

Você curte uma mina (ou um cara, tanto faz, pois o efeito é o mesmo...). Isso é uma verdade... Sabe o quanto você sofre por ela??? Sabe o quanto você abre mao de suas coisas por ela??? Isso é uma verdade... Faz parte do pacote...
Continuar abobalhado por essa pessoa, sofrendo, ainda achando legal tudo isso, porue você é uma pessoa muito boa, altruísta, elevada, é consequência...

Tomar um super-hiper-ultra-über esporro do seu chefe, por causa do baixo desempenho da equipe que você tenta coordenar com a melhor das intenções, tentando ajuda-los a crescer, se desenvolver e evoluir, mas que, não correspondem à menor das expectativas, por te acharem muito gente boa -trouxa mesmo- é uma verdade...
Voce ficar apreensivo, por saber que o seu está na reta, porque ele fala que, se continuar do jeito que está, todo mundo da empresa vai rodar, é uma consequência...

Ficar chateado, porque alguem que você considera um grande amigo te deve uma bela grana, e fica te dando perdido, é uma verdade... Dever para um outro amigo, que também fica chateado porque você está devendo uma grana pra ele, e ele não vai poder dar uma alegria pra família dele por sua causa, é uma consequência...

Ficar chateado porque você quer fazer alguma coisa legal, mas não tem uma companhia pra te acompanhar, porque todo mundo está trabalhando ou estudando, ou fazendo sexo, e Voce faz sozinhoou fica chateado por fazer sozinho, é uma verdade... Ficar solitário, mesmo no meio da multidão, porque você sempre sente que as pessoas estão ao seu redor porque você tem alguma coisa que lhes interessa -e ficar mais chateado com isso- é uma consequência...

Vai falar que Voce nunca passou por uma situação dessas?!?!?

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Agora que você teve um tempo pra pensar, fala que é mentira... Vai, fala!!! Fala se tem coragem!!!

Bestão...

Então, as coisas, acontecem dessa forma... Uma verdade, sempre leva a uma consequência... Essa é uma verdade; e a consequência é, por exemplo, esta poetagem... Lunetas pessoas saem para ir ao cinema, vão atirar nos outros no cinema, estuprar no parque... Cada um tem uma reação diferente às verdades da vida, para tentarem minimizar as consequências...

Agora mesmo, este post, tem nada a ver com tudo... Você dá o crédito que desejar... Só se prepare para as consequências...
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Nada a ver com tudo: cuidar da sua vida...

Porque as pessoas gostam tanto de cuidar da vida dos outros??? Isso é algo que eu sempre desejei saber... Todos temos nossos problemas, sem exceção, porém, me parece que há a tendência de nos preocuparmos muito mais com os problemas dos outros do que com os nossos próprios, mesmo sendo os nossos casos seríssimos e, os dos outros, não tão graves assim...

Quando envolve mulher (ou parceiro, pra não trazermos preconceito ao assunto...), parece que a coisa adquire uma coloração toda especial... E, o que me deixa mais decepcionado, é o fato de termos ainda pessoas maduras, casadas, com filhos, nessa degradação da própria condição humana... E ainda achando que estão certas quanto a deixar de lado seus problemas pessoais, profissionais e até mesmo, financeiros, para "cuidar da vida de alguém"...

Deve ser mesmo imprescindível saber com quem o chefe esta saindo durante suas férias, se ele viajou, o que faz em sua casa e com quem... Se for pra ver que ele esta saindo com alguém conhecido, então, melhor ainda!!! São duas vidas já pra cuidar...

Nesse tempo, imagino a quantas anda a vida dessa pessoa... Solitária, tediosa, enfadonha??? Ou será que é uma vida de insatisfações e escolhas erradas, uma vida que seja "merecedora" de um processo de fuga??? Ou será ainda uma falta de estima por sí próprio, ou um traço de masoquismo??? Claro, pois não consigo imaginar uma pessoa que ignora seus próprios problemas para "caçar o que fazer na vida dos outros" como algo diferente disso... Afinal, "esquecer" dos seus problemas, deixando que eles assumam direções e proporções totalmente fora de seu próprio controle, se não for um desejo consideravelmente suicida, é algo bem perto disso.

Pare por um segundo e pense na sua vida, abandonada, largada à própria sorte... Não te da uma agonia? Pra mim, só o pensamento dessa situação já me travou na escrita desse texto... Comecei ontem, todo animado e, ao terminar o parágrafo anterior, só consegui retomar hoje, no intervalo da aula do MBA... Foi tenso... Ate agora, estou reparando que estou escrevendo mais devagar... Mas, vamos ignorar agora esse fato. Peço que deixe suas impressões e sentimentos nos comentários... Será divertido ler as agonias alheias... Aliás, isso me trouxe uma ótima finalização, que explica muita coisa desse assunto...

NO DOS OUTROS, É REFRESCO!!! E, quanto mais ardido, melhor...

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Pode ser que não seja simplesmente uma questão de querer sofrer ou de "fuga da vida", mas uma simples e básica vontade de ver o circo pegar fogo, de tentar fazer parte da desgraça alheia. Uma vontade total e irrestrita de provar para si mesmo (ou para os cupinchas, já que não acho que uma pessoa que compactua com essa postura seja realista amigo, mas sim um babaca que não pensa no simples fato de que, hoje, é com uma pessoa qualquer mas, amanhã, pode ser com ele.), que tem a "inteligência", o poder de saber tudo sobre a vida de alguém e (pior ainda, inteligência usada para o fim errado...) e agir de forma a prejudicar esta... Grande, garoto!!! Você é foda pra caralho!!! Tá muito bem de vida, ganhando dinheiro a dar com pau, com o apoio de um companheiro que te ama e respeita, com filhos educados, encaminhados na vida e independentes...

DEIXA DE SER IDIOTA, MANÉ!!!

Essa observação serve pra você  mesmo, a não ser que seja o Eike Batista, Roberto Justus, Bill Gates ou personalidade parecida... Esses caras, sim, fazer o que ser na telha, pois ganham dinheiro simplesmente pelo fato de estarem vivos...

Enfim... A vida é sua e você faz o que desejar com ela... Afinal, eu só tô falando... Isso aqui tem nada a ver com tudo mesmo...